A Reforma Tributária já se tornou realidade nas empresas brasileiras.
Embora a implementação ocorra de forma gradual até 2033, isso não significa que os negócios possam esperar os últimos anos da transição para agir.
Na verdade, quanto antes a preparação começar, menores serão os riscos de retrabalho, custos inesperados e problemas de conformidade fiscal.
Além disso, a adaptação exige mudanças que vão muito além do departamento tributário, envolvendo tecnologia, processos, equipes e sistemas de gestão.
Abaixo, você confere o cronograma da transição e descobre como organizar a sua empresa para atravessar esse período com segurança e eficiência.
Por que o planejamento é tão importante?
A transição foi estruturada para permitir que empresas e governos se adaptem gradualmente ao novo modelo de tributação sobre o consumo.
Esse período evita mudanças bruscas, mas também exige acompanhamento constante da legislação e atualização dos processos internos.
Quem trata a reforma tributária apenas como uma obrigação fiscal corre o risco de enfrentar dificuldades na emissão de documentos fiscais, na parametrização dos sistemas e até na formação de preços.
Por outro lado, empresas que iniciam o planejamento desde já conseguem distribuir investimentos ao longo dos próximos anos e reduzir impactos operacionais.
O cronograma da Reforma Tributária: o que acontece em cada fase?
A implementação ocorrerá em etapas até 2033. Conhecer esse calendário é o primeiro passo para definir prioridades e preparar a empresa.
Hoje: momento de preparação
Mesmo antes da substituição definitiva dos tributos, este é o período ideal para revisar processos e entender como as mudanças afetarão o negócio.
As principais ações incluem:
- Mapear processos fiscais;
- Revisar cadastros de produtos e serviços;
- Avaliar contratos;
- Atualizar políticas tributárias;
- Identificar impactos financeiros;
- Planejar investimentos em tecnologia.
Também é importante acompanhar as regulamentações complementares, que continuam sendo publicadas e detalham diversos pontos da nova legislação.
2026: o ano da adaptação prática
Em 2026, começa oficialmente a fase de testes da CBS e do IBS, com alíquotas experimentais. Durante esse período, o sistema antigo continua coexistindo com o novo modelo, exigindo atenção redobrada das empresas.
Essa será uma etapa importante para:
- Validar parametrizações do ERP;
- Testar emissão de documentos fiscais;
- Treinar equipes;
- Corrigir inconsistências;
- Simular impactos financeiros.
Embora seja considerada uma fase de adaptação, ela serve como um grande laboratório para identificar ajustes antes da entrada em vigor das mudanças seguintes.
2027: início efetivo do novo modelo
Em 2027, ocorre uma das principais mudanças da Reforma Tributária.
Entram em vigor a CBS e o Imposto Seletivo, enquanto PIS e Cofins deixam de existir. O IPI também passa a ter alíquota zerada para a maioria dos produtos, com exceções previstas em lei.
Nesse momento, será fundamental que a empresa já tenha:
- Sistemas atualizados;
- Regras fiscais revisadas;
- Equipes capacitadas;
- Processos internos documentados.
Quem deixar essas adequações para essa fase provavelmente enfrentará maior pressão operacional.
De 2029 a 2032: convivência entre os modelos
Esse período marca a transição gradual do ICMS e do ISS para o IBS.
As alíquotas dos tributos atuais serão reduzidas progressivamente até sua substituição completa em 2033.
Essa convivência entre modelos exige bastante organização.
As empresas precisarão acompanhar simultaneamente:
- Novas regras fiscais;
- Atualizações constantes nos sistemas;
- Alterações de alíquotas;
- Mudanças nas obrigações acessórias;
- Ajustes em contratos e precificação.
É justamente nessa fase que uma gestão tributária bem estruturada faz mais diferença.
2033: conclusão da transição
A partir de 2033, o novo modelo passa a operar plenamente.
ICMS e ISS deixam de existir, e o IBS assume definitivamente seu papel dentro do sistema tributário brasileiro.
Nesse momento, espera-se que empresas já tenham concluído todas as adaptações necessárias.
No entanto, isso não significa que o trabalho termina.
Assim como acontece atualmente, novas regulamentações, ajustes e atualizações continuarão exigindo acompanhamento permanente.
Como preparar a sua empresa desde agora?
Independentemente do porte da organização, algumas ações já podem ser iniciadas.
1. Faça um diagnóstico dos processos atuais
Antes de pensar em tecnologia, é importante entender como sua empresa funciona hoje.
Avalie:
- Fluxos fiscais;
- Processos financeiros;
- Integrações entre sistemas;
- Controles internos;
- Rotinas operacionais.
Esse diagnóstico facilita a identificação dos pontos que precisarão ser ajustados durante a transição.
2. Revise o ERP
Grande parte das mudanças acontecerão dentro do sistema de gestão.
Por isso, é essencial verificar se o ERP utilizado está preparado para acompanhar as novas exigências legais.
Entre os principais pontos estão:
- Novos cálculos tributários;
- CBS e IBS;
- Novos layouts fiscais;
- Atualizações de notas eletrônicas;
- Regras de créditos tributários;
- Parametrizações específicas por operação.
Quanto mais cedo essas revisões forem iniciadas, menor será o risco de interrupções futuras.
3. Capacite as equipes
A Reforma Tributária não impacta apenas o setor fiscal.
Financeiro, compras, comercial, logística, controladoria e tecnologia também precisarão compreender como as mudanças afetam suas atividades.
Treinamentos periódicos ajudam a reduzir erros e aumentam a segurança durante toda a transição.
4. Atualize o planejamento financeiro
Mudanças tributárias podem alterar custos, margens e fluxo de caixa.
Por isso, vale revisar:
- Formação de preços;
- Projeções financeiras;
- Planejamento orçamentário;
- Estratégias comerciais.
Esse acompanhamento permite que a empresa tome decisões com maior previsibilidade.
O papel da tecnologia durante a transição
A tecnologia será uma das maiores aliadas das empresas nos próximos anos.
Sistemas atualizados conseguem acompanhar alterações legais com muito mais rapidez, além de reduzir atividades manuais e minimizar riscos operacionais.
Entretanto, apenas possuir um ERP não é suficiente.
É necessário garantir que ele esteja corretamente parametrizado e preparado para atender às novas regras da Reforma Tributária.
Conte com uma consultoria especializada
A adaptação ao novo cenário envolve legislação, processos e tecnologia.
Por isso, contar com especialistas reduz significativamente o risco de erros durante a transição.
A Nexperti, canal homologado TOTVS, possui uma equipe com mais de 20 anos de experiência em projetos de software de gestão e oferece suporte para que empresas realizem essa adequação com segurança.
Desde o diagnóstico inicial até a parametrização do ERP e o acompanhamento das atualizações legais, a Nexperti atua para que a transição aconteça de forma planejada, minimizando impactos na operação.
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