A chegada da Reforma Tributária já começou a movimentar empresas de todos os setores.
Mais do que uma simples alteração fiscal, ela representa uma transformação estrutural na forma como tributos serão calculados, recolhidos e controlados dentro das organizações. E isso impacta diretamente o funcionamento do seu ERP.
Na prática, quem não começar a se adaptar agora pode enfrentar problemas operacionais, dificuldades fiscais e até riscos de não conformidade a partir de 2026.
Por isso, entender como a nova legislação afeta os sistemas de gestão é essencial para manter competitividade, eficiência e segurança tributária.
O que muda com a Reforma Tributária?
A proposta da Reforma Tributária busca simplificar o complexo sistema de tributos sobre consumo no Brasil.
O modelo atual será substituído gradualmente pelo IVA Dual, composto pela CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e pelo IBS (Imposto sobre Bens e Serviços). Além disso, também entra em cena o Imposto Seletivo (IS).
Na prática, tributos como PIS, Cofins, ICMS e ISS serão substituídos ao longo dos próximos anos.
Entre as principais mudanças estão:
- Tributação no destino da mercadoria ou serviço;
- Fim da cumulatividade;
- Redução da guerra fiscal entre estados;
- Novas regras de créditos tributários;
- Alteração no cálculo dos impostos;
- Mudanças nas obrigações acessórias;
- Adaptação dos documentos fiscais eletrônicos.
O processo de transição começa oficialmente em 2026 e seguirá até 2033 para implementação completa dos novos tributos.
Ou seja: o momento de preparar o seu ERP é agora.
Por que a Reforma Tributária impacta diretamente o ERP?
Muitas empresas ainda enxergam o ERP apenas como uma ferramenta operacional. Mas, diante das novas exigências fiscais, ele passa a ter um papel estratégico.
Isso porque toda a lógica tributária da empresa estará conectada ao sistema de gestão.
Os sistemas precisarão de motores de cálculo flexíveis para atender às novas regras fiscais e ao período de transição, como o ERP TOTVS.
Na prática, o sistema deverá ser capaz de:
- Calcular CBS, IBS e IS corretamente;
- Identificar regras fiscais por estado e município;
- Aplicar diferentes regimes tributários;
- Controlar créditos fiscais;
- Validar documentos fiscais eletrônicos;
- Adaptar-se ao cálculo “por fora”;
- Gerenciar novas obrigações acessórias;
- Trabalhar com o novo formato alfanumérico do CNPJ.
Empresas que utilizam sistemas desatualizados podem enfrentar inconsistências fiscais, falhas de integração e riscos elevados de autuação.
O que precisa ser parametrizado no ERP?
A adequação do ERP vai muito além de atualizar uma tabela de impostos.
A parametrização correta exige revisão completa das regras fiscais da empresa.
Novos tributos e alíquotas
O sistema deve ser configurado para operar simultaneamente com o modelo atual e o novo regime tributário durante a transição.
Isso inclui:
- CBS;
- IBS estadual;
- IBS municipal;
- Imposto Seletivo.
Além disso, cada ente federativo poderá definir suas próprias alíquotas. Isso aumenta consideravelmente a complexidade tributária dentro do sistema.
Mudança no cálculo dos impostos
Outro ponto importante da Reforma Tributária é a alteração do cálculo “por dentro” para o cálculo “por fora”.
Hoje, muitos tributos fazem parte do próprio valor tributado. No novo modelo, o imposto será destacado separadamente na operação.
O ERP TOTVS precisa ser parametrizado para:
- Alterar fórmulas de cálculo;
- Ajustar precificação;
- Atualizar emissão de notas fiscais;
- Revisar composição de custos;
- Readequar as integrações financeiras.
Controle de créditos tributários
A lógica de aproveitamento de créditos também muda bastante. O crédito tributário ficará vinculado à comprovação do pagamento do imposto na etapa anterior da cadeia produtiva.
Isso exige um controle muito mais rigoroso dentro do ERP TOTVS.
Será necessário parametrizar:
- Validação automática de créditos;
- Conferência de recolhimento pelo fornecedor;
- Gestão de ressarcimentos;
- Integração com sistemas fiscais eletrônicos;
- Controle de split payment.
Adequação dos documentos fiscais
As notas fiscais eletrônicas também passarão por mudanças importantes.
O sistema deverá suportar novos layouts, novos campos fiscais e diferentes regras de validação junto à Sefaz.
Além disso, a partir de julho de 2026, novos CNPJs terão estrutura alfanumérica.
Parece um detalhe simples, mas isso pode impactar diretamente:
- Cadastros;
- Integrações;
- APIs;
- Bancos de dados;
- Relatórios;
- Sistemas legados.
Os impactos variam conforme o setor
A Reforma Tributária não afeta todos os segmentos da mesma forma.
Setores como agro, varejo, logística, construção, educação e saúde terão impactos específicos.
Por exemplo:
- O agro poderá enfrentar aumento de custos logísticos e de produção;
- O varejo precisará rever precificação e operações interestaduais;
- Empresas de serviços podem ter aumento ou redução tributária dependendo da atividade;
- O setor financeiro terá regras próprias de tributação.
Por isso, a parametrização do ERP TOTVS não pode ser genérica.
Cada negócio precisa de uma configuração alinhada ao seu regime tributário, operação e segmento de atuação.
Por que contar com uma consultoria homologada TOTVS faz diferença?
Aqui está um ponto que muitas empresas ignoram: não basta apenas instalar atualizações no sistema.
A adequação exige conhecimento técnico tributário e domínio operacional do ERP.
É justamente nesse cenário que uma consultoria homologada TOTVS ganha importância.
A Nexperti atua como canal homologado TOTVS e possui profissionais com mais de 20 anos de experiência em projetos de software de gestão, produtividade e colaboração.
Isso significa que a empresa consegue atuar de forma estratégica em todas as etapas da adequação:
- Diagnóstico fiscal;
- Revisão de processos;
- Parametrização do ERP;
- Ajustes tributários;
- Testes operacionais;
- Validação das integrações;
- Capacitação das equipes;
- Suporte contínuo durante a transição.
Além disso, uma consultoria especializada reduz riscos de erros fiscais e garante que o sistema esteja preparado para acompanhar futuras regulamentações da Reforma Tributária.
Quem se antecipa sai na frente
A transição fiscal já começou.
Empresas que deixam a adequação para última hora tendem a enfrentar:
- Retrabalho;
- Custos maiores;
- Falhas operacionais;
- Problemas fiscais;
- Dificuldade de adaptação.
Por outro lado, quem começa agora consegue implementar mudanças de forma gradual, organizada e estratégica.
A verdade é que a Reforma Tributária não será apenas uma mudança fiscal. Ela também representa uma transformação tecnológica dentro das empresas.
E o ERP será o centro dessa nova operação.
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